[RESENHA] O Ladrão do tempo

Talvez, muitas pessoas não conheçam John Boyne pelo nome, nem pelo livro o ladrão do tempo, mas quem é caçador de histórias emocionantes sem dúvida já chorou com o menino do pijama listrado. Essas duas histórias saíram da cabeça desse autor, e a primeira - não tão conhecida como a segunda - não deixa de ser menos tocante. 

O ladrão do tempo nos convida a conhecer com outro olhar todos os eventos que marcaram o mundo nos séculos XVIII e XIX. A narrativa é em cima da história de Matthiew Zelá e começa a ser contata em Paris. Matthiew é um menino pobre, que nasceu por volta de 1743, quando Luiz XV ainda ocupada o trono. Após a morte de seu pai - cruelmente assassinado - sua mãe se casa novamente e dá a luz a Tomas (carinhosamente chamado de Tommy) o único ponto positivo de um casamento infeliz. 

O caminho de Matthiew e seu irmão tomam um novo rumo quando sua mãe morre, após ser brutalmente agredida pelo marido, que foi preso e executado pelo crime. Após rumar para Dover em um navio, ele conhece uma garota chamada Dominique. Ela é o grande amor/decepção da existência de Zelá e a partir dai, eles seguem juntos em busca de uma vida digna.



Após conseguirem emprego em uma fazenda, a história de ambos se desenrola em um desfecho triste. Matthiew e Tomas seguem seus caminhos até que em determinado momento, o rapaz percebe que é imune as mudanças do tempo. Zelá gosta de viver, e consegue usufruir bem de sua imortalidade. Com a morte de seus entes queridos, uma história curiosa em torno de Tomas se forma. Todos os seus descendentes terminam suas vidas ainda jovens, após terem se envolvido em alguma tragédia e engravidado uma mulher. 

A história se passa em duas narrativas: Quando Matthiew revive seu passado com Tomas e Dominique, na pequena fazenda onde conseguiram abrigo, e em seu tempo atual, onde ele convive com o tatatatatataraneto de Tomas, Tommy - um rapaz problemático, que ruma a um fim igual aos seus parentes.




Com tanto tempo de vida, Matthiew foi da falência ao auge financeiro. No momento em que a história é contata, ele trabalha em uma rede televisiva e em sua narrativa, podemos passar por momentos como a Revolução Francesa, o Renascimento das Olimpíadas, a Revolução Industrial e conhecer diversos presidentes que já passaram pela Casa Branca. 

A história passa um pouco de melancolia ao relembrar Dominique, e esperança ao reviver sempre Tomas em seus antecedentes. As duas narrativas conseguem prender o leitor, e ficamos torcendo para um final feliz tanto na vida passada quanto na presente de Matthiew. Diferente de outras histórias que tratam de imortalidade com pesar, esse romance aborda bem o lado positivo de viver para sempre, mesmo sendo impossível se desligar de um passado tão intenso, quanto o de Zelá. 


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