[RESENHA] Marina, de Carlos Ruiz Zafón

Acho que todos os jovens deveriam ler pelo menos um livro do Carlos Ruiz Zafón. Ele é um dos poucos escritores que me fizeram sorrir ao ler uma nota de autor, aquelas considerações que vem antes da história começar. Marina é uma aventura sombria e doce. Essa é a característica do Zafón: ele consegue perturbar e cativar o leitor ao mesmo tempo.

Vamos falar da história. São três personagens principais, o narrador, o garoto Óscar Drai de 15 anos, a pequena Marina e seu responsável, Gérman. O rumo deles se cruzam no momento que, em um de seus passeios secretos, Óscar encontra dentro de uma mansão aparentemente abandonada um relógio com o seguinte dizer: "Para Germán, em quem fala a luz. K.A 19-1-1964". Após voltar para o internato em que mora e conversar com seu amigo, o pequeno rapaz resolve dar um destino ao objeto furtado.
"Ficamos nos encarando por um instante. Finalmente, me armei daquele tipo de determinação que só aparece quando temos de enfrentar tarefas absurdas e resolvi acabar de vez com aquela história. Ia devolvê-lo" (página 16).

No meio da noite, Óscar decide retornar a mansão que encontrou o relógio. No meio do caminho parou para ver Barcelona acordar, viu um vulto em suas costas e uma visão roubou a sua atenção. Ele não fazia ideia que só voltaria para casa após sete noites e sete dias.



Marina surge na história andando de bicicleta e vai em direção a Óscar que está parado com o relógio no bolso. Ambos conversam e tomam caminho em direção a mansão onde que o menino encontrou o objeto. Lá encontram Gérman e o pequeno Drai embarca no drama de sua nova amiga, além de desvendar o mistério de uma mulher que, frequentemente, passeia pelos cemitérios de Barcelona. 



É uma baita história que não quero estragar contando o final. O livro é pequeno, tem em torno de 189 páginas que podem ser lidas facilmente em um dia. A linguagem é direta e atual. Zafón não economiza no suspense e em todo o livro pude sentir a atmosfera do bosque onde fica situado o internato e as antigas mansões da cidade. 

Comecei a ler Carlos Ruiz Zafón após o lançamento de A sombra do Vento, e acredito que a maioria dos leitores brasileiros desse autor conheceram a obra dele através dessa trilogia. Busquei ler mais até que cheguei em Marina, o 4° livro que o escritor publicou. Acho que a atmosfera desse exemplar é muito semelhante a de O príncipe da Névoa, mas isso não chegou a ser algo decepcionante, já que o desfecho da história de Óscar e Marina é surpreendente. 


2 CM:

  1. Que capricho de resenha! Adorei! Vou começar a ler hoje mesmo ((:

    Beijos e sucesso com o blog!

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    Respostas
    1. Oi, Alice! Fico feliz que vá ler esse livro - é realmente muito bom.
      Obrigada pela visita ♥

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