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Não planejei ser planner

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021



Limpando as gavetas encontrei meu convite de formatura da faculdade. O flashback veio em instantes: lá estava eu em 2018, bacharel em jornalismo, que começou o ensino superior em 2014 crente que iria atuar na área televisiva e saiu dele sem saber qual seria o seu destino na profissão dali a 5 meses. Hoje, me encontrei na área de planejamento e percebi dentro da minha inflexibilidade com processos que eu deveria ser mais leve com tudo, afinal: eu mesma nunca planejei ser planner, e disso tudo, o melhor aprendizado é que o mundo não lê o nosso planejamento. Relaaaaaxa.

Quero deixar esse artigo aqui para quem está na área da comunicação e no meio do caminho viu todos os seus planos irem por água abaixo. Quero mostrar como os caminhos se abrem, e claro, explicar um pouco mais sobre planejamento, segmento onde a pessoa responsável irá lidar com o coração dos projetos e das campanhas, o começo de tudo. Vamos mergulhar nessa oportunidade?  

Profissão planejamento: o que é isso? O que faz?

O planner vai adorar olhar para problemas e encontrar caminhos. Muitas empresas descrevem as vagas de planejamento como "a pessoa que vai traçar estratégias em busca do sucesso" mas eu acho isso muito geral e presunçoso. O planner é uma pessoa curiosa, que precisa gostar de estratégias, que encontra um tesão muito grande em sempre estar estudando um comportamento e que sente um incomodo igualmente muito grande em se sentir atrasado quanto a alguma tendência.

O planner vai estar dentro da equipe que gerencia a estratégia de um projeto. Normalmente é a cabeça do processo, quando a equipe de B.I é a cauda final - em um resumo bem tosco (rsrs). O planner é aquela pessoa que vai coordenar as ações, tipo um maestro ou um técnico de futebol. 

Se você gosta muito de pesquisa, talvez o seu futuro esteja dentro do planejamento. Vejo que muitas empresas abrem mão do trabalho de search, que deve ser o primeiro passo para gerar campanhas, pensando que os profissionais precisam ter tudo na ponta da língua, o que enfraquece o trabalho de um planner ou faz pensar que ele é indispensável dentro de um grupo. Doce enganação.



Mas saber estudar um cenário, entender o público que vive ali, os problemas que uma marca pode resolver e elaborar como isso pode ser feito é a missão de um profissional do planejamento. Se você enxerga situações e logo pensa "empresa x poderia fazer uma ação com esse acontecimento" então, saiba que um planner vive dentro de você. 

Listei aqui algumas das atribuições da função e características profissionais: se você sentir um quentinho no coração ao ler alguma delas, pense com carinho em seguir na área e vamos ser colegas. 

  • É essa a área responsável por garantir que toda ação irá surgir para atender um objetivo;
  • Se você gosta de objetivos, metas, métricas, prazos e cronogramas, vem nesse guichê;
  • Analisa posicionamentos, o comportamento do usuário, os hits do momento;
  • É uma pessoa criativa, afinal, precisa trazer soluções que chamem a atenção do público;
  • Gosta de organização e se sente mal quando alguma coisa não foi explicada direito;
  • Adora criar uma apresentação ou conduzir o esqueleto de como uma deve ser desenvolvida;
  • Se sente mal ao desenvolver ações muito dentro da caixa, sempre quer inovar e fazer mais. 

Como é o mercado de trabalho para um planner?

Lembra quando eu escrevi no titulo desse artigo que eu não planejei ser planner? Pois bem, o mercado para os planners pode ser direto ou cheio de curvas. Muitas empresas hoje oferecem vagas diretas para o setor de planejamento e procuram os profissionais com esse perfil e experiência na área. Contudo, existem muitos locais que colocam sobre outras funções essa atribuição, e foi assim que basicamente eu me "descobri". Quando comecei a trabalhar em agências de marketing, iniciei como redatora e parte das minhas atribuições, em todos os locais que passei, era escrever o melhor material E TAMBÉM planejar os conteúdos para os clientes. 

Isso é uma tendência e acontece em diversas outras profissões, a mescla de funções. Redatores/Planners ou Designers/Planners ou a pior vertente de todas, "o social media", afinal, social media é uma área inteira mas a maior parte das empresas contrata um funcionário para desenvolver todas as funções. Eu não concordo com essa naturalização de casamento de funções, mas acredito que esses espaços são importantes para quem ainda está em aquecimento para o mercado. Ideal para um estagiário que ainda não sabe direito para qual área se especializar e pode ter o contato com diversas oportunidades. Como já dizia o provérbio, não há ônus sem bônus. 

Depois de saber que o planejamento corre nas suas veias, existem inúmeras possibilidades que você pode abraçar nessa área. Procurando locais que te ofereçam crescimento só em uma possibilidade ou casando mais de uma atribuição. Aqui, vai depender do que você tem em mente para o seu plano de carreira. Algumas das possibilidades, com explicações macro, são:

😊 POSSIBILIDADE 1: Estratégia de negócios, posicionamento - onde você vai focar em planos macros, posicionando uma empresa, estudando seu público-alvo, participando de concorrências, e gerando oportunidades de inserção do seu cliente aos olhos de todos.

😌POSSIBILIDADE 2:  Estratégia de conteúdo e visibilidade - aqui se organiza como a marca deve ser vista, conceitos que devem ser criados, campanhas, tom de voz, linha editorial da comunicação, redes sociais que devem ser ativadas e influenciadores que devem fazer parte do time.  

😍POSSIBILIDADE 3: Search, dados e análise - área que é responsável por todo o trabalho de busca e criação de pesquisas, estudo de público, trabalho com dados e análise de resultados para entender o que deu certo e o que precisa ser melhorado para o futuro.  

 

O que eu mais gosto em ser planner



Entre tantas atribuições, possibilidades, explicações de funções, quero deixar aqui aspectos da profissão que me fazem acordar todo o dia e pensar que eu gosto muito do que eu faço. São pequenas coisas do cotidiano que me dão energia extra quando preciso e que todo o planner vai ter no seu cotidiano. Indo em direção ao planejamento, você vai;

  • Praticamente ver uma criança nascer, começar a andar e se desenvolver: criança=job;
  • Estar em constante reciclagem: você sempre aprende algo novo e recalcula seu caminho;
  • Amar estar em contato com toda a equipe: o planner conversa com todas as áreas;
  • Criar um networking muito bacana, pois você estará sempre em contato com pessoas;
  • Se sentir o cérebro, do pink e o cérebro, sempre que começar um projeto novo;
  • Sentir muita alegria quando tudo está correndo como o esperado;
  • Conectar a visão estratégica e analítica a possibilidades criativas. 

Eu não planejei ser planner, e amo estar onde estou. Espero que depois desse artigo você consiga se planejar! Deixa um comentário dizendo o que você achou desse conteúdo que vou estar do outro lado da tela lendo. 

Falar difícil não faz você ser um profissional melhor, e sim, apenas uma pessoa firulenta.

terça-feira, 15 de setembro de 2020


Antes de começar a explicar o que eu acho sobre falar de forma complicada no trabalho, vamos tomar conhecimento do que significa o termo firula, apresentado no título desse texto? Essa é uma expressão bem informal, mais conhecida dentro do futebol, mas que também pode demonstrar a habilidade de uma pessoa em complicar algo simples. Isso mesmo, gosto de pensar que é uma habilidade, visto que isso requer certo esforço.  

Definições de Oxford Languages

Quando eu era ainda uma estagiária, pensava que quem falava termos que eu ainda não conhecia estava no topo de uma hierarquia de conhecimento. Na minha cabeça, essas pessoas obtinham uma bagagem maior que a minha, e que eu precisava me esforçar muito para conseguir falar de forma natural tantas expressões em inglês, aprender tantas tendências, conseguir conectar tudo que saia da boca dos líderes de planejamento, estratégia e gerentes de projeto. 

O tempo foi passando. Fui crescendo. Em termos técnicos, terminei minha graduação, me especializei com cursos e entro na pós-graduação já entendendo vocábulos bases da área de marketing e comunicação perfeitamente. Aprendi dentro da faculdade de jornalismo a tentar traduzir tudo para que uma pessoa sem escolaridade pudesse entender o que eu gostaria de falar. E é por isso que, rotineiramente, participo de muitas reuniões (ou calls) com uma agonia muito grande. Hoje, faço um jogo mental, toda a vez que escuto profissionais rebuscarem tanto a sua fala a ponto de se tornarem incompreensíveis, tento adivinhar: está tentando enrolar ou demonstrar conhecimento? 


Os fatos: ou quer enrolar, ou quer demonstrar conhecimento

Nossa área de trabalho atual sempre pode ser incompreensível para outros setores. A tecnologia nem sempre vai falar os mesmos termos da comunicação, assim como a médica não vai falar a mesma da história e assim por diante. Contudo, gostaria de falar aqui sobre quem tenta rebuscar sua fala dentro do seu próprio segmento de atuação. Se eu pudesse deixar um conselho seria: pare que fica feio

Se você fala difícil esperando demonstrar conhecimento, apenas pare. As pessoas ao redor podem não estar entendendo nada do que você busca transmitir e em vez de se tornar alguém referência no assunto, pode acabar recebendo o rótulo de firulento. Um profissional firulento normalmente por não ser compreendido, acaba sendo aquele que, quando fala, desperta um incômodo nas pessoas ao redor. Ninguém irá prestar atenção, poucas perguntas serão feitas e no final, nenhuma troca de ideias será realizada. E quando não existe uma troca, estamos perdendo tempo


Notei também que, falar difícil não é uma especialidade de quem está imerso demais em um tópico a ponto de só conseguir conversar através de gírias. Complicar uma conversa usando termos técnicos também é característica de quem busca enrolar um grupo de pessoas sobre determinado assunto. Quem busca enrolar, normalmente fala difícil para não haver questionamentos. Esse tipo de situação normalmente acontece seguido da falta de contato visual, do enrolar de língua e de explicações muito grandes que deixam a impressão que não explicaram nada. Abaixo, segue alguns motivos para isso estar acontecendo:  

  • Quando não existem informações completas para a execução de um projeto;
  • Quando uma entrega está atrasada, mas ninguém quer admitir que não está pronta;
  • Em uma negociação, quando uma empresa precisa brilhar aos olhos de um cliente;
  • Quando uma pessoa se sente ameaçada por alguém novo na sua equipe; 
  • Quando a pessoa está perdida, mas não quer demonstrar fraqueza;

Se você se identificou como pertencente a um desses dois grupos, ou reconhece alguém da sua equipe que possui alguma dessas características, segue lendo para entender como isso tudo precisa ser mudado imediatamente

Pesquisas apontam que ninguém se entende: SOS 



Tá bom, ainda não realizaram uma pesquisa para provar que ninguém se entende, mas que a situação fica chata, fica né? Acredito que isso seja unânime. Se você é um profissional firulento, entenda que você só tem a perder a partir do momento que sua equipe precisa se esforçar muito para entender o que você está falando. 

Você não consegue ser um mentor, pois para isso é preciso ter certa didática, tampouco consegue ser referência, já que tudo que acaba saindo da sua boca parece um artigo acadêmico em vez de uma explicação que poderia ser breve e específica. Quando o que você tenta comunicar não é visto nos resultados que você apresenta, sua posição na empresa acaba ficando abalada. Afinal, sua equipe não vai se sentir tão confortável em dividir projetos com você. Além disso, a expectativa em cima do que você entrega também acaba sendo maior, e consequentemente, isso pode acabar acarretando problemas como crises de ansiedade e a sensação de incompreensão. 

Ninguém é obrigado a saber de tudo. Ninguém deveria ser colocado contra a parede por não saber o significado de um termo técnico. Falar de forma didática é a melhor forma para criar uma equipe de sucesso, até porque só segue o mesmo caminho (o do crescimento) quem consegue falar a mesma linguagem. 


Por que simplificar a forma como nos comunicamos? 

Desde ao cliente, até dentro da sua empresa, sempre vai existir alguém que não conhece o significado de termos técnicos. Você pode continuar falando-os, mas é essencial que uma breve explicação do que ele significa venha logo a seguir. Por exemplo: 


"O deadline que minha equipe pode dar sobre esse projeto, ou seja, o prazo para entrega, é de 10 dias. O KV, a identidade da campanha, precisa ser aprovado antes da criação das peças finais - o material que o seu consumidor irá receber."


Tornar as coisas claras evita a refações de projetos, o que gera uma grande economia de tempo e horas de trabalho de um profissional, assim como a certeza de que todo mundo está se entendendo e sabendo o que precisa ser feito. Simplificar a forma de falar também ajuda quem está começando, que pode se inspirar em você para seguir seus primeiros passos profissionais. 

Estamos sempre aprendendo coisas novas e a troca de ideias e conhecimento só acontece quando estamos compreendendo o que é dito. Sabe quando estamos estudando uma língua nova e é desconfortável não conseguir o contexto de algo pois ainda nos falta vocabulário? Falando de forma simples e direta, você estará poupando boa parte da sua equipe a se sentir dessa forma. 

Faça um exercício. Releia tudo que você escrever daqui para a frente e tente traduzir tudo que você escreveu para expressões comuns à todos. Com o tempo, você estará fazendo isso na sua fala e poderá deixar para trás o título de profissional firulento. E pode ter certeza que somente bons frutos podem ser colhidos com essa mudança. 



Queria morar em Teto para Dois

sábado, 22 de agosto de 2020

Teto para dois, onde eu queria morar

Sempre ouvi que Teto para Dois era um livro ótimo, mas posterguei a leitura. Hoje, me arrependo de ter deixado para depois e recomendo esse livro como prioridade para todo mundo que quer sentir um quentinho no coração. A história é um clichê e o ritmo do texto dá a impressão que estamos assistindo a um filme romântico, daqueles que todo mundo gosta e vê novamente. 

É uma leitura de fácil absorção, terminei ele em 10 horas e foi tão envolvente que passei uma madrugada inteira dentro da história de Tiffy e Leon. Eles são personagens adultos, com personalidades totalmente diferentes e com uma bagagem emocional grande. 

O livro todo tem 392 páginas e ora um capítulo fala de Tiffy, ora de Leon. São curtos, o que dá um bom ritmo de leitura e desperta vontade de seguir acompanhando as novidades e descobertas da rotina de cada um. No começo, temos a apresentação dos personagens e com isso, nossa cabeça fica dividida entre duas histórias distintas, contudo, conforme eles vão se relacionando mais, conseguimos entrar numa mão única de acontecimentos. Em questões técnicas, o que me fez demorar um pouco para engatar mais a leitura foi a distinção do modelo de introdução de fala do Leon. Com ele, as conversas acontecem com o nome do locutor primeiro, seguido da voz. Com Tiffy, temos o tradicional travessão que dá espaço para a conversa. 

Modelo de introdução de fala, nos capítulos do Leon.
Não é só de amor que se trata o livro. A história de ambos se torna ainda mais envolvente porque eles estavam tentando administrar problemas nos antigos relacionamentos que muitas vezes os próprios leitores estão envolvidos. Kay, por exemplo, era uma namorada possessiva e ciumenta. Tão controladora que sua condição para "permitir" que Leon sublocasse seu apartamento para Tiffy era que ele nunca se encontrasse com ela, (tipo, oi?). Do outro lado temos Justin, um cara possessivo, agressivo e que durante todo o seu relacionamento com Tiffy, praticou abuso psicológico. Sabe quando o cara faz pensar que a mulher é louca? pois bem, esse caso é bem ilustrado nesse livro. Podemos conhecer os sintomas do gaslighting na vítima, e entender como as informações são omitidas e distorcidas para favorecer um abusador. Peguei ódio do embustre do Justin? Claro. 

Mas não é só de ranço que vive essa resenha. A forma como a comunicação dos personagens foi construída desperta aquele sentimento de "queria um relacionamento assim". Em um mundo onde tudo é feito online, ter um livro que destaca o começo de um relacionamento onde os personagens nunca se encontram e conversam via post-its, é deslumbrante. O melhor e mais destacável na minha opinião, é a construção da amizade dos dois. Eles não se apaixonam a primeira vista, o amor é construído aos poucos. Principalmente, quando o melhor momento do dia dos dois era chegar no apartamento para conferir os recados deixados pela casa. Ambos, através dos bilhetes, se tornam confidentes, parceiros, o que torna o encontro dos dois ainda mais esperado. 

Rabisquei boa parte do livro sim! 

Eu acredito que tudo nesse livro é cativante. O romance não se torna exaustivo porque os demais personagens possuem características que dá vontade de pegar eles e guardar em um potinho. Os pacientes da casa de repouso onde Leon trabalha como enfermeiro são muito importantes para entender a personalidade do personagem principal: Holy sempre animada, o Sr. Prior sempre muito sábio. (ALIAS, EIS O PRIMEIRO FIO SOLTO, QUAL O FINAL DO SR. PRIOR? ELE MORRE?) Richie, que nos oferece uma visão do passado de Leon. Do lado da Tiffy, toda a rede de apoio que ela possui, com amigos extraordinários como o Mo, a Gerty e a Rachel (OUTRA PONTA SOLTA, CADÊ RACHEL NO FINAL?). 

Visão geral do livro. 

Apesar dessas duas pontinhas soltas, essa é uma comédia romântica que eu adoraria ver adaptada para o cinema. De forma decente, claro. No final, a gente fica com saudade do livro, querendo ter feito a leitura de forma mais devagar para poder ter um contato mais longo com a obra e sente uma vontade de viver muito forte. Já leu o livro ou quer ler? Deixa um comentário deixando seu ponto de vista sobre a história. 

Terminei de ler Sol da meia-noite, veja no que deu

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Nas minhas mãos, meu mais novo trauma. 


Para começar. Tem spoilers aqui? Tem!

Li toda a saga crepúsculo quando tinha 15 anos e nunca iria imaginar que dez anos depois eu estaria aqui, novamente, órfã de Edward Cullen e Bella Swan. Não sei vocês, mas eu tenho a grande necessidade de começar a terminar uma série de livros e isso se torna uma missão literária, independente de ter gostado ou não dos exemplares. Nesse caso, é claro que eu adorei a série na primeira lida, mas não esperava o mesmo efeito agora, tendo 25 anos. Reservei meu livrinho como boa crepusculete sem compromisso na Amazon, através da Intrínseca e cá estou cheia de sensações depois do final da leitura. 

Em uma análise geral, o livro possui 727 páginas e seu lançamento aconteceu simultaneamente com o mundial, ou seja, não receberemos spoilers dos outros países. Como esse trabalho requer muito trabalho da editora, parabenizo de montão a Intrínseca e deixo de fora a reclamação por algumas páginas virem um pouco mais apagadas que outras. A entrega da Amazon foi bem rápida no meu caso e em poucos dias pude ter em mãos a versão de crepúsculo contada pelo Edward Cullen.

Sol da meia-noite, visão geral do exemplar da Intrínseca

Ouvi muitas pessoas falarem que gostariam de ler toda a saga novamente sob a perspectiva do vampiro, mas sinceramente, eu cheguei lá no capítulo 9, que mostra a ida de Bella a Port Angeles e me questionei se teria disposição de reler novamente toda a saga. Cheguei a conclusão que não, não seria necessário todos os livros sob a visão do Edward, até porque em Lua Nova ele desaparece e fica isolado da família e sinceramente, o monólogo deveria tornar a leitura bem cansativa. Eclipse é um livro que a perspectiva que brilha é a de Bella e os medos do Edward na história se assemelham ao de crepúsculo: a vida da amada em perigo, o ciúme, a insegurança, a necessidade de prolongar sua vida humana. Seria exaustivo reler isso novamente. ME DESCULPEM! SEM HATER POR ISSO PORFAVOR!

Contudo, entretanto, todavia, finalizando o livro confesso que senti a necessidade de ler mais. Não dando procedimento a história em ordem cronológica, mas queria ouvir mais do Edward sobre momentos entre amanhecer e pós-amanhecer. Não reclamaria e iria amar ter uma versão sob a perspectiva do imortal que mostrasse o seu sentimento em se tornar pai, e trazendo um pouco mais sobre a vida junto com a Bella quando a calmaria chega e todo o drama é deixado para trás. Acho que possuir mais um livro dele, fechando a história e trazendo de presente para os leitores essa versão dos fatos pós transformação da Bella e disputa com os Volturi seria um jeito bonito de colocar um fim em tudo. A seguir, separei em tópicos os pontos que mais me chamaram a atenção de forma mais específica durante a leitura. Confere e me diz tua opinião nos comentários.


 1: Tópico que merece atenção - Edward sendo gente como a gente 

O bacana de estar por dentro dos pensamentos do Edward é ver os traços que são divertidos nele. Na perspectiva da Bella, vemos aquele cara perfeito, educado, comportado, que parece que tem tudo sob controle. Na visão do vampiro, a gente percebe que ele é cheio de medos, inseguranças, que passa 50% do livro de boas ao lado da pessoa que ama e os outros 50% alimentando diabinhos na cabeça. Marquei no meu exemplar 2 momentos que me fizeram rir na história, que retratam um pouco dele mesmo se achando idiota diante de algumas falas ou ações que cometeu.

"Está feliz agora, Edward?" confesso que eu ri.

"E-D-W-A-R-D-V-Á-E-M-B-O-R-A" mais uma vez, euri


 2: Tópico que merece atenção - Mais detalhes sobre a família Cullen 

Eu gosto é do sobrenatural e eu senti muita falta nos livros tradicionais em saber um pouco mais sobre o estilo de vida dos Cullens, ler sobre eles no seu habitat natural, ver eles em casa de boas, assistindo televisão, arrumando o carro, indo caçar, seja o que for. Tive uma provinha disso agora na visão do Edward mas assumo que poderia ter lido mais.


 3: Tópico que merece atenção - Stephenie Meyer, o que aconteceu? 

O livro possui 727 páginas. Dessas, até a 512 ainda estamos na metade da história, onde Bella conhece a casa e a família do Edward. Aqui estamos tontas na leitura e nos pensamentos dele, é quando pegamos o gosto, nos apegamos ao pensamento do vampiro. Contudo, todo o resto do desenrolar praticamente voa e perdemos a característica tão detalhada que estava sendo criada nos capítulos anteriores. Fiquei com a impressão que a autora precisava terminar o livro e correu no final, ou que ela tinha cansado e apressou a escrita. Frustrei.

Claramente, Stephenie Meyer se perdeu na proporção de Sol da meia-noite

 4: Tópico que merece atenção - A ansiedade da Alice para conhecer a Bella 

Sabemos que uma das amizades mais bacanas da série de livros é a de Bella e Alice, mas o mais bacana aqui foi poder analisar isso sob a perspectiva da Alice, afinal, Edward podia ler os pensamentos dela e ver que sua irmã previu uma super ligação com a Bella desde o início. Nas primeiras 300 páginas temos muitas frases como "Já posso falar com a Bella?"; "E agora, posso falar com a Bella?" vindas da vampira que a gente tanto adora. 


 5: Tópico que merece atenção - As leituras do futuro de Alice 

Edward e a Alice são muito conectados e foi muito bacana ver como funciona a previsão do futuro da Alice e como tudo que está por vir tem uma ligação muito forte com o que a gente realiza no presente. A simples mudança de decisão mental para um acontecimento pode mudar o rumo de uma história toda. Entender a complexidade dos nós de um evento foi algo importante para entender o conflito vivido pelo Edward. 


No final, essa leitura foi um ótimo momento de reencontro comigo mesma. Relembrei os cheiros das primeiras páginas de anos atrás e dou nota máxima para o livro, recomendando a leitura para todo mundo que adora uma boa ficção e romance com final feliz. Edward é um cara legal, muito conectado aos seus problemas existenciais, mas quem não é? Ter essa leitura e a visão dele 10 anos depois foi perfeita, pois só mais maduros podemos entender as reais aflições do vampiro.



Quem deve criar um plano de carreira é você!

domingo, 19 de julho de 2020

quem deve criar um plano de carreira é você | Procura-se Ideias | Marcela Barbosa
Imagem da apresentação do curso planner, oferecido pelo Tudo de Share.

Se você já clicou nesse link pensando em brigar comigo, keep calm. Não, este não é um artigo que irá desresponsabilizar as empresas da necessidade de criarem um plano de carreira. Muito pelo contrário. O intuito aqui é fazer você pensar além disso: o que você quer para a sua jornada profissional? 

Tudo bem, eu sei que vivemos num momento profissional em que falar de carreira pode parecer meio abstrato. Afinal, que profissão atualmente irá durar para sempre? Crescemos vendo nossos pais começarem suas vidas em um serviço e indo até a aposentadoria realizando as mesmas atividades. Esse tipo de visão se consolidou ainda mais com a naturalização do concurso público, como se trabalhar para este setor fosse semelhante a ganhar na mega sena. Se você não é um concurseiro e está aos trancos e barrancos buscando uma colocação no mercado que faça você plenamente feliz, antes de analisar uma empresa pelos benefícios financeiros que ela oferece, tente analisar pelas semelhanças que ela possui com o seu plano de carreira. Mas como fazer isso? Eu tenho uma ideia e quero compartilhar com vocês. 

Plano de carreira pessoal: ou também, sua jornada profissional

Em algumas entrevistas de emprego, já me deparei com diversas situações onde me questionavam o que eu queria ser daqui a cinco anos. Onde eu gostaria de estar. E sinceramente, eu não tenho ideia do cargo que eu estarei ocupando nos próximos anos. As carreiras não são mais fixas e muitas, principalmente dentro da área da comunicação, possuem data de validade muito curta. Isso é um desafio para os profissionais, que precisam a todo momento se reinventar para ter como pagar seus boletos no final do mês. 

Na minha trajetória (até então) comecei o curso de jornalismo querendo trabalhar dentro da área televisiva, não vi "futuro" com retorno financeiro "imediato", fui para o marketing ser redatora, de lá, passei para a área de consultoria em social media, voltei a ser redatora, depois, virei planner e agora trabalho com influência. Sou formada a 2 anos (desde 2018) e minha "carreira" é uma curva frenética que ainda não teve um minuto de sossego. Contudo, apesar na agitação, eu mantenho uma linha de pensamento que guia todas essas decisões e me faz estar plena mentalmente, é isso que eu chamo de plano de carreira pessoal. 

Tantas mudanças rápidas geram sérios problemas no nosso psicológico e quando não traçamos pelo menos um rascunho do que queremos ser dentro do ambiente profissional, o risco de cair em um buraco é grande. Eu sugiro que antes de planejar qualquer coisa, um momento seja tomado para pensar nas seguintes questões: 

  • Do que gostamos? (games? esportes? livros? academia?, coisas de personalidade mesmo);
  • Do que nunca abriremos mão? (de se vestir confortavelmente? de horas livres? lazer?)
  • Quais bandeiras você defende? Quais são seus posicionamentos sociais?
  • Você gosta de trabalhar no sofá ou em um locais mais setorizado, com divisórias?
  • Não abre mão da carteira assinada ou está disposto a se aventurar como PJ?
  • Consegue trabalhar de forma livre ou prefere uma rotina mais cheia de processos?
  • Gosta de aprender sozinho ou precisa de uma ajudinha para começar os trabalhos?
  • Quer seguir estudando e gostaria de ter um auxílio da empresa para isso?
  • Quais são os seus gastos e quais benefícios seriam importantes para auxiliar na sua rotina?

Costumo realizar esses questionamentos para já pré-selecionar vagas que estejam de acordo com minhas expectativas. Isso, já é meio caminho andado para um planejamento profissional, pois irá colocar você em uma rota onde somente empresas com determinadas características vão fazer parte do seu currículo, pré-determinando um padrão na sua trajetória (tirando a sensação que você pula de um emprego à outro sem conseguir uma maturação na área).

Além dessas perguntas, é bacana não pensar com um olhar macro, afinal, as coisas mudam e o mundo não sabe do nosso planejamento. Foque sua energia em ter um objetivo que precisa ser atingido em cada oportunidade que surge. Por exemplo: Eu quero trabalhar dentro da área de comunicação, atrelado a insights e criação de conteúdo. Isso é o que eu gostaria de fazer durante minha trajetória profissional, independe do formato: posso ser redatora, posso ser planner, posso trabalhar analisando dados e abraçar vagas que talvez ainda nem existam mas que sua essência está dentro desse panorama.

Estabelecendo o objetivo e sabendo das coisas que gosto, saberei me posicionar quando algo não está de acordo com o que acho certo, podendo recalcular a rota a partir daí.

Quem diz qual o melhor caminho é você, não sua empresa

Esse tipo de exercício nos liberta da frustração. Em muitas ocasiões, vi pessoas muito qualificadas frustradas com seu trabalho, culpabilizando o local em que estavam por não possui um plano de carreira que as ajudasse a crescer. Contudo, boa parte dessa frustração poderia ser poupada se um plano pessoal de carreira tivesse sido criado. Afinal, a empresa deve oferecer benefícios e oportunidades, mas só cabe a nós mesmos avaliar se aquele caminho oferecido é o bastante para nos tornar profissionais realizados.

Se você se sente como esse gif, siga lendo.

Estamos acelerados. Vivemos correndo e em toda essa movimentação, muitas vezes deixamos passar acontecimentos que são prejudiciais a nossa saúde mental. Se você for nadando a favor da maré, sem se posicionar, é possível que você já acabe se deparando com pelo menos uma das seguintes situações:

  • A empresa está crescendo. O trabalho acumula e no final você não tem mais tempo de lazer;
  • Você acaba conectado ao trabalho 24h, com o celular tocando mesmo após o expediente;
  • Apesar de ter benefícios, as promoções são em cargos que você não tem interesse em explorar;
  • Sem um plano pessoal, você acaba aceitando tudo e acaba ficando ansioso sem saber porquê;
  • Você fica muito a mercê do trabalho atual, perdendo o ritmo do mercado para se realocar;
  • Você acaba perde a noção do valor do seu trabalho, se frustrando com a remuneração atual

Criar um plano de carreira profissional para conectar ao plano oferecido pela sua empresa é um presente que você pode estar dando para o seu eu profissional do futuro. Além disso, saber quais são suas necessidades de desenvolvimento é essencial para fazer uma troca positiva com os locais onde você trabalha, criando um relacionamento mais duradouro e transparente. Se quiser mergulhar mais nesse assunto, esse vídeo do canal que PASSA sobre como fazer um plano de carreira pode lhe inspirar mais.

É libertador saber dizer basta. É libertador saber dizer tchau para um local que não está fazendo você crescer. Se o ambiente não lhe oferece um bom salário, não lhe faz aprender e tampouco oferece oportunidades, é importante analisar a opção de realizar uma mudança. A empresa costuma saber e analisar a situação atual que seja benéfica para ela e somente você é responsável por saber o que é melhor para a sua vida. Para de culpabilizar as empresas pela sua frustração. Crie seu plano de carreira e voe alto, sem amarras