Quem deve criar um plano de carreira é você!

domingo, 19 de julho de 2020

quem deve criar um plano de carreira é você | Procura-se Ideias | Marcela Barbosa
Imagem da apresentação do curso planner, oferecido pelo Tudo de Share.

Se você já clicou nesse link pensando em brigar comigo, keep calm. Não, este não é um artigo que irá desresponsabilizar as empresas da necessidade de criarem um plano de carreira. Muito pelo contrário. O intuito aqui é fazer você pensar além disso: o que você quer para a sua jornada profissional? 

Tudo bem, eu sei que vivemos num momento profissional em que falar de carreira pode parecer meio abstrato. Afinal, que profissão atualmente irá durar para sempre? Crescemos vendo nossos pais começarem suas vidas em um serviço e indo até a aposentadoria realizando as mesmas atividades. Esse tipo de visão se consolidou ainda mais com a naturalização do concurso público, como se trabalhar para este setor fosse semelhante a ganhar na mega sena. Se você não é um concurseiro e está aos trancos e barrancos buscando uma colocação no mercado que faça você plenamente feliz, antes de analisar uma empresa pelos benefícios financeiros que ela oferece, tente analisar pelas semelhanças que ela possui com o seu plano de carreira. Mas como fazer isso? Eu tenho uma ideia e quero compartilhar com vocês. 

Plano de carreira pessoal: ou também, sua jornada profissional

Em algumas entrevistas de emprego, já me deparei com diversas situações onde me questionavam o que eu queria ser daqui a cinco anos. Onde eu gostaria de estar. E sinceramente, eu não tenho ideia do cargo que eu estarei ocupando nos próximos anos. As carreiras não são mais fixas e muitas, principalmente dentro da área da comunicação, possuem data de validade muito curta. Isso é um desafio para os profissionais, que precisam a todo momento se reinventar para ter como pagar seus boletos no final do mês. 

Na minha trajetória (até então) comecei o curso de jornalismo querendo trabalhar dentro da área televisiva, não vi "futuro" com retorno financeiro "imediato", fui para o marketing ser redatora, de lá, passei para a área de consultoria em social media, voltei a ser redatora, depois, virei planner e agora trabalho com influência. Sou formada a 2 anos (desde 2018) e minha "carreira" é uma curva frenética que ainda não teve um minuto de sossego. Contudo, apesar na agitação, eu mantenho uma linha de pensamento que guia todas essas decisões e me faz estar plena mentalmente, é isso que eu chamo de plano de carreira pessoal. 

Tantas mudanças rápidas geram sérios problemas no nosso psicológico e quando não traçamos pelo menos um rascunho do que queremos ser dentro do ambiente profissional, o risco de cair em um buraco é grande. Eu sugiro que antes de planejar qualquer coisa, um momento seja tomado para pensar nas seguintes questões: 

  • Do que gostamos? (games? esportes? livros? academia?, coisas de personalidade mesmo);
  • Do que nunca abriremos mão? (de se vestir confortavelmente? de horas livres? lazer?)
  • Quais bandeiras você defende? Quais são seus posicionamentos sociais?
  • Você gosta de trabalhar no sofá ou em um locais mais setorizado, com divisórias?
  • Não abre mão da carteira assinada ou está disposto a se aventurar como PJ?
  • Consegue trabalhar de forma livre ou prefere uma rotina mais cheia de processos?
  • Gosta de aprender sozinho ou precisa de uma ajudinha para começar os trabalhos?
  • Quer seguir estudando e gostaria de ter um auxílio da empresa para isso?
  • Quais são os seus gastos e quais benefícios seriam importantes para auxiliar na sua rotina?

Costumo realizar esses questionamentos para já pré-selecionar vagas que estejam de acordo com minhas expectativas. Isso, já é meio caminho andado para um planejamento profissional, pois irá colocar você em uma rota onde somente empresas com determinadas características vão fazer parte do seu currículo, pré-determinando um padrão na sua trajetória (tirando a sensação que você pula de um emprego à outro sem conseguir uma maturação na área).

Além dessas perguntas, é bacana não pensar com um olhar macro, afinal, as coisas mudam e o mundo não sabe do nosso planejamento. Foque sua energia em ter um objetivo que precisa ser atingido em cada oportunidade que surge. Por exemplo: Eu quero trabalhar dentro da área de comunicação, atrelado a insights e criação de conteúdo. Isso é o que eu gostaria de fazer durante minha trajetória profissional, independe do formato: posso ser redatora, posso ser planner, posso trabalhar analisando dados e abraçar vagas que talvez ainda nem existam mas que sua essência está dentro desse panorama.

Estabelecendo o objetivo e sabendo das coisas que gosto, saberei me posicionar quando algo não está de acordo com o que acho certo, podendo recalcular a rota a partir daí.

Quem diz qual o melhor caminho é você, não sua empresa

Esse tipo de exercício nos liberta da frustração. Em muitas ocasiões, vi pessoas muito qualificadas frustradas com seu trabalho, culpabilizando o local em que estavam por não possui um plano de carreira que as ajudasse a crescer. Contudo, boa parte dessa frustração poderia ser poupada se um plano pessoal de carreira tivesse sido criado. Afinal, a empresa deve oferecer benefícios e oportunidades, mas só cabe a nós mesmos avaliar se aquele caminho oferecido é o bastante para nos tornar profissionais realizados.

Se você se sente como esse gif, siga lendo.

Estamos acelerados. Vivemos correndo e em toda essa movimentação, muitas vezes deixamos passar acontecimentos que são prejudiciais a nossa saúde mental. Se você for nadando a favor da maré, sem se posicionar, é possível que você já acabe se deparando com pelo menos uma das seguintes situações:

  • A empresa está crescendo. O trabalho acumula e no final você não tem mais tempo de lazer;
  • Você acaba conectado ao trabalho 24h, com o celular tocando mesmo após o expediente;
  • Apesar de ter benefícios, as promoções são em cargos que você não tem interesse em explorar;
  • Sem um plano pessoal, você acaba aceitando tudo e acaba ficando ansioso sem saber porquê;
  • Você fica muito a mercê do trabalho atual, perdendo o ritmo do mercado para se realocar;
  • Você acaba perde a noção do valor do seu trabalho, se frustrando com a remuneração atual

Criar um plano de carreira profissional para conectar ao plano oferecido pela sua empresa é um presente que você pode estar dando para o seu eu profissional do futuro. Além disso, saber quais são suas necessidades de desenvolvimento é essencial para fazer uma troca positiva com os locais onde você trabalha, criando um relacionamento mais duradouro e transparente. Se quiser mergulhar mais nesse assunto, esse vídeo do canal que PASSA sobre como fazer um plano de carreira pode lhe inspirar mais.

É libertador saber dizer basta. É libertador saber dizer tchau para um local que não está fazendo você crescer. Se o ambiente não lhe oferece um bom salário, não lhe faz aprender e tampouco oferece oportunidades, é importante analisar a opção de realizar uma mudança. A empresa costuma saber e analisar a situação atual que seja benéfica para ela e somente você é responsável por saber o que é melhor para a sua vida. Para de culpabilizar as empresas pela sua frustração. Crie seu plano de carreira e voe alto, sem amarras

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